Silvia
Goes
Pianista,
Compositora e arranjadora, nasceu em São Paulo,
em 1947. Crescendo ao redor de alguns dos
maiores músicos daquela época, iniciou sua
carreira profissional como violonista, aos 11
anos, acompanhando o surgimento da Bossa Nova.
Movida por uma paixão pelas sonoridades das
orquestras, em 1967 abandona o violão e começa
sua carreira como arranjadora, em Festivais e
Shows para TV. Dez anos depois, sentindo falta
da atividade como instrumentista, volta ao palco,
desta vez, como pianista. Em meados da década de
oitenta, se torna diretora musical dos Estúdios
Maurício de Souza, quando faz a trilha sonora de
três longa-metragens. Em 1987, deixa seu
trabalho com o cinema, passando a acompanhar,
sempre ao piano, algumas das principais
personalidades da música brasileira, como
Toquinho, Dori Caymmi, Hermeto Pascoal, Mauricio
Einhorn, Leny Andrade, Dominguinhos, Jane Duboc,
entre outros.
Em
1995 dá aulas e se apresenta na Dinamarca e no
mesmo ano participa do Úmbria Jazz Festival na
Itália. Começa a partir daí seu trabalho solo,
através de releituras de clássicos do Choro,
incluindo posteriormente composições próprias.
Em novembro de 2001, lança pela gravadora
Maritaca, o álbum Piano à Brasileira
(piano solo). Dedica-se em 2002 a uma série de
shows pelo Brasil e exterior ( Itália, EEUU,
Equador, Chile). Em 2003, forma um trio com
Thiago do Espírito Santo (baixo) e Alex Buck (bateria)
e lança o CD Resistindo. No início de 2004,
participa de 4 faixas junto com Ivani Sabino (baixo)
e Pedro Paulo Delia (bateria) no CD de Toquinho
“Bossa Nova Forever”, lançado na Itália pela
Universal. Em abril grava com seu trio o CD
Chorando à Vontade. Em julho faz uma
participação como pianista no CD “Temple of
Shadows” do grupo Angra, lançado em setembro. Em
novembro, participa do Festival de Jazz de
Madrid e em seguida segue para a Itália numa
série de apresentações que termina em Milão num
show comandado por Toquinho, em benefício da
Fundação Gol de Letra.
Por: Rita Cabral
Artista do Selo Maritaca.

Nota: O CD Piano à
Brasileira, excelente trabalho de composição
da grande pianista Sílvia Góes, encontra-se
disponível nas melhores lojas de CDs do País. É
um trabalho de excepcional qualidade,
criatividade e bom gosto. Em seus choros, a
exemplo de Conflito de Gerações, a Silvia Goes
consegue obter efeitos pianísticos que há muito
não escutávamos, e ela com sua genialidade,
conseguiu fundir a música de Ernesto Nazareth, à
Radamés Gnatali e até influências de Chopin,
numa cadência descendente, que lembra muito o
Estudo Op 10 # 12 "revolucionário" , trabalho
excelente que merece ser ouvido na Rádio Portal
do Jazz.
Dihelson mendonça