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Pianista,
tecladista e compositor.Reconhecido como um
excelente músico ao lado de grandes nomes da
MPB, ele atua hoje como instrumentista,
arranjador e produtor musical.
Kiko tem 36 anos e começou a tocar cedo. Aos 15,
já se apresentava profissionalmente no
Pianíssimo Studio Bar, casa noturna que marcou
época em BH, concebida e administrada por seu
pai Mauro Continentino e Marisa Gandelman. Daí
em diante vem solidificando uma brilhante
carreira. Sua principal escola foi ouvir e tocar
jazz, bossa-nova, samba e música brasileira em
geral, entre outras coisas.
Há mais de oito anos ele integra a banda de
Milton Nascimento, desde o show Tambores de
Minas, do qual também assina todas as faixas do
CD ao vivo. Terminou de gravar o último disco de
Milton, Pietá. Esse trabalho reservou ótimas
experiências para Kiko, que teve duas músicas
suas incluídas no repertório do disco (com
letras do Milton). Participou ativamente dos
arranjos, inclusive com a grata experiência de
ter um arranjo de cordas, trompas e flautas
regido pelo maestro Eumir Deodato. Ainda com
Milton, participou da temporada do show Crooner,
adicionando alguns arranjos seus aos anteriores,
de Wagner Tiso. Gravou o CD de Gil & Milton,
excursionando com os artistas pelo mundo afora.
Foi convidado a compor o Quarteto Jobim
Morelenbaum (substituindo Daniel Jobim),
participando de shows por todo o país e
exterior. Vem trabalhando com os maiores nomes
da música brasileira, como Milton, Gilberto Gil,
Djavan, Fernanda Abreu, Emílio Santiago, Durval
Ferreira, Edu Lobo, João Bosco, Claudio Zoli,
Ivete Sangalo, Pepeu Gomes, entre outros.
Apresentou-se
no Hollywood Rock de 94 com Fernanda Abreu e no
Rock in Rio 2001 com Milton Nascimento e
Gilberto Gil .
Esteve com Djavan em turnês pela Europa, onde
tocou em alguns dos mais importantes festivais
de jazz do continente. Também assina duas faixas
no Song Book do artista, como produtor,
intérprete e arranjador.
Trabalhou como instrumentista e arranjador no
Prêmio Sharp (edição de 94) que homenageou
Gilberto Gil, onde tocou também com Jorge
Benjor, Nana Caymmi, Dione Warwick, Elba Ramalho
e Dominguinhos.
Gravou com João Bosco o CD Na Esquina;
participou do CD Beat Beleza, da cantora Ivete
Sangalo (tocou o piano de "A Lua que te dei",
música de Herbert Vianna, trilha sonora da
novela Porto dos Milagres); fez arranjos e
produção musical para Bernardo Lobo, Beth Bruno,
Zé Ricardo, Edu Lobo, Claudio Zolli, Be Happy,
Jane Duboc, Bukassa, Arthur Maia, Chico Buarque,
Seu Jorge, entre outros.
Com Milton Nascimento, gravou o especial A Sede
do Peixe, produzido pela Conspiração Filmes para
a HBO (disponível em DVD), atuando com o cantor
e convidados como Alaíde Costa, Gilberto Gil,
Alcione e Zélia Duncan. Gravou pela Mult-Show os
especiais Tambores de Minas (disponível em DVD),
Crooner e Gil & Milton.
Realizou inúmeras turnês com Milton pelo Japão,
América do Sul, Caribe, Estados Unidos África e
Europa, onde tocou no Montreaux Jazz Festival
(em duas edições), entre outros festivais
importantes. Participou dos shows do cantor com
Fito Paes, Marisa Monte e Ana Carolina. Está
finalizando com Milton e alguns músicos da
banda, as partituras do Song Book oficial do
cantor, com mais de 300 composições.
Outros projetos:

É importante mencionar
sua colaboração em shows e gravações com alguns
dos mais importantes instrumentistas brasileiros
como Arthur Maia, Nivaldo Ornelas, Pepeu Gomes,
Vítor Biglione, Pascoal Meirelles, Mauro Senise,
Chico Batera, Bebeto Castilho (do fantástico
Tamba Trio), Alex Malheiros, Juarez Araújo,
Idriss Boudrioua, Paulo Braga, Raul Mascarenhas,
Nico Assumpção, Robertinho Silva, entre outros.
Kiko Continentino também compõe canções em
parceria com Milton Nascimento, Simone
Guimarães, Seu Jorge, Chico Amaral, Altay
Veloso, Murilo Antunes e Bernardo Lobo.
Recentemente teve uma música sua, "Planeta
Musica", incluída no último CD de Arthur Maia. A
composição dá título ao disco e foi composta com
o instrumentista e o cantor Seu Jorge. Teve duas
músicas suas gravadas no CD Virada pra Lua, da
cantora e compositora Simone Guimarães: "Imagem
e Semelhança" (música de Kiko e Bernardo Lobo
com letra de Milton Nascimento) e "Night Club",
bolero de Kiko com letra da própria Simone. O
último trabalho de Simone Guimarães, Casa de
Oceano (pela gravadora Biscoito Fino), conta com
o samba Zomba, música (e arranjo) de Kiko
Continentino e letra também dele com Milton
Nascimento e Bernardo Lobo. Em 2003 foi lançado
na Europa o CD Morello & Barth – Featuring
Alaíde Costa & Johnny Alf, que conta com o baião
Pé Quebrado, outra composição de Kiko
Continentino, que também participa do CD.
Formou com seus irmãos Jorge e Alberto
Continentino o grupo instrumental ContinenTrio,
que toca composições e arranjos dos três, com
uma concepção arrojada e experimental. A banda
vem se apresentando em vários espaços por todo o
país, tendo inclusive recebido o prêmio
Pró-música de melhor grupo instrumental mineiro
no ano 2000. Recentemente os irmãos lançaram o
primeiro CD, de nome ContinenTrio, com
composições e arranjos exclusivamente dos três.
No encarte do disco, textos assinados por Milton
Nascimento e Chico Amaral.
CD Kiko Continentino - O Pulo do Gato /
Niterói Discos
Neste seu primeiro trabalho solo instrumental,
Kiko mostra uma visão ampla de vários estilos
que compõe o seu universo sonoro. Com uma
sonoridade moderna passeia pelo jazz, samba,
soul e funk com muito swing e competência.
Utilizando instrumentos como Fender Rhodes,
Hammond e piano acústico em contraponto com
teclados digitais e samplers, ele consegue
integrar arranjos ora sofisticados e elegantes,
ora ousados e dissonantes unindo a estes
elementos a combustão espontânea da improvisação
jazzística.
Kiko conta com a participação valiosa dos seus
dois irmãos Jorge (sopros) e Alberto
(contrabaixos). Excelentes músicos e igualmente
requisitados no mercado, eles contribuem de
forma decisiva, não apenas como instrumentistas,
mas com composições e parcerias. Foram
convidados também outros músicos de renome como
Milton Nascimento, Bebeto Castilho (Tamba Trio),
Luiz Alves, Chico Batera, Carlos Balla, Armando
Marçal, Paulinho Guitarra, Jessé Sadoc, entre
outros. A produção musical, arranjos e
programações são do próprio Kiko.
É um trabalho instrumental de personalidade, com
uma riqueza de timbres e texturas musicais,
elaborado por um músico competente e talentoso
que transmite, em pequenos fragmentos, várias
informações sonoras diferentes e homogêneas ao
mesmo tempo. As composições são da própria
“safra” deste virtuoso dos teclados, que além de
excelente instrumentista, tem uma sensibilidade
incrível para compor, arranjar e produzir boa
música.
Depoimentos:
Milton
Nascimento
Conheci o Kiko e tocamos juntos pela 1a vez em
1995 num show em que dividimos o palco
juntamente com Bernardo Lobo. Seus irmãos Jorge
e Alberto também participaram deste show.
Pra mim foi muito bom, pois era uma rapaziada
muito nova e para minha felicidade eles eram
ótimos. Como eu gosto sempre de ter novidade na
área, deixei que desenvolvessem os arranjos, só
dando palpites aqui e ali, quanto a alguma coisa
de harmonia. Mas bem pouco.
Foi um presente pra mim e eu não queria parar
mais. O Kiko foi um dos que se sobressaíram.
Ótimo gosto pra tudo, desde cortinas (som de
cordas), como arranjos e solos de piano
incríveis. Me lembro de um amigo, que um dia
escutava a música do álbum de um show nosso. Ele
saiu bravo, empurrando todos e tudo, chegou e me
disse que “esse menino não tem idade pra tocar
isso tudo não”, e se retirou indignado. E eu,
quase morri de rir.
Voltando ao começo, fiquei feliz com a qualidade
dos arranjos, já adultos para aquele garoto.
Acho que fizemos uns 3 shows desses.
Alguns anos se passaram e formei uma banda nova,
convidando o Kiko para participar. “Tambores de
Minas” foi realmente onde conheci o rapaz.
Encarregado dos solos de piano, ele fez coisas
que eu tinha que esquecer o resto do show e
ficar olhando pra ele. Parecia que tinha feito
um curso com algum ET. O desenvolvimento, os
caminhos, do jeito que sempre gostei e parecia
que ele conhecia minha vida inteira, pois era
impressionante como conduzia a coisa. Fizemos 2
anos desse show.
Mais tarde veio o “Crooner” e aí fomos nos
entrosando cada vez mais e ele, inclusive,
colocando uma notinha pra “perturbar o ouvido”
do nosso maestro Wagner Tiso e me deixando
totalmente maluco com tal nota. Como se fosse
possível, “obriguei” o Kiko a tocar a tal nota.
Acho que já falamos bastante do instrumentista.
Ainda no “Crooner” tive que por no repertório a
música “Corazón Partió” e mais algumas
instrumentais. Aí apareceu o arranjador. O rapaz
surpreendeu a todos (mesmo a mim que conheço a
pessoa e o caminho). Fabulosos arranjos. E
também se encarregou, junto com Túlio Mourão,
das “canjas” que vinham a todos os shows. Fico
feliz pelo músico e também por uma bela amizade,
que a cada dia aumenta e é a tônica de nossas
vidas e das pessoas que trabalham comigo, senão
não rendo.
Apesar de já ter uma melodia (linda) do Kiko pra
botar letra, ainda não o fiz, pois andava meio
parado no campo da composição. Mas para realizar
o disco com Gilberto Gil, fui obrigado a parar
com isso e a inspiração voltou.
E virão outras já prometidas. Mas só entrego
quando estiver certo de que está à altura da
música.
Por respeito a Kiko e a mim.
Os “monstrinhos” Continentino, conheci no mesmo
dia, pra minha felicidade. Ótimas pessoas,
bonitas (por dentro e por fora) e mais uma vez
agradeci a Deus por essa dádiva.
E cada qual nos seus instrumentos, geniais,
geniais!
Rio de Janeiro, 31 de março de 2000
Arthur
Maia
Conheci Kiko Continentino em Belo Horizonte, na
época com quinze anos. Tocava e comandava a
música no Pianíssimo (bar do seu pai) como gente
grande. Agora, já gente grande, ele me parece
cada vez mais com aquele moleque tocando e
compondo genialmente. Me lembro disso e concluo
que esse cara, com quinze anos, já era um
gigante. Sou seu fã.
Sorte & Sucesso.
Niterói, 01 de Março de 2002.
Pascoal
Meirelles
A renovação da Música Brasileira é um fator
constante, mas o surgimento de Kiko Continentino
mostra que ele é um desses talentos que aparece
só de tempos em tempos. E é só para lembrar que
talentos como o dele, que reúne facilidade de
compor temas lindos e uma enorme capacidade de
se comunicar nas teclas do piano, fazem dele um
expoente da Música Brasileira!
Rio de Janeiro, Fevereiro de 2005.
Mauro
Senise
A família Continentino é como os Marsalis: só
tem fera! O pai Mauro (pianista), os filhos Kiko
(também pianista), Alberto (baixo) e Jorge (sax
e flauta) formam esta fantástica família
musical! Todos muito jovens, de excelente
caráter e talentosos ao extremo. Kiko
Continentino é pianista e compositor de mão
cheia, além de ser um grande solista e ótimo
acompanhador. Já tive o prazer de tocar com ele
e pude apreciar melhor este músico criativo e
ousado (seus solos têm uma assinatura própria,
sem recorrer a clichês do jazz). Kiko é um dos
grandes dessa nova geração, que vem para renovar
e ensinar muita coisa para nós, veteranos...
Rio de Janeiro, Março de 2005.
Contatos:
Telefones: (55 - 021) 3601-6099 e 8837-0157
E-mail : continentino@predialnet.com.br
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