Principal | Imprensa | Discografia | MídiaContato | Galeria | Pensamentos

       
 

Considerado por muitos como um dos grandes talentos musicais da nova geração de músicos cearenses, o tecladista/arranjador/compositor Dihelson Mendonca, nascido em Crato-CE em 1966, já demonstrou o seu talento, tocando lado a lado com os grandes nomes da música Instrumental brasileira, tais como: Hermeto Pascoal (que improvisou em pleno palco, um baião exaltando o músico: ("Dihelson - O repentista do Teclado"), Gilson Peranzzetta, Mauro Senise, Arismar do Espírito Santo, Luciano Franco, Toninho Horta, Vinícius Dorin (Saxofonista), André Marques, Itiberê Swarg (Baixista) , Márcio Bahia (Baterista), Beto Batera ( Irmão do Carlos Bala - baterista ), Carlinhos Patriolino, Márcio Resende, Nenê (Baterista), Fátima Santos (cantora), Lia Chaves (cantora),  João Senna, Ricardo Júnior (Arranjador da cantora Dóris Monteiro), Cleivan Paiva (Guitarrista com quem mantém um dueto de Jazz) ,dentre tantos outros. Aclamado por onde tem passado, Dihelson Mendonca possui um estilo eclético e virtuoso, que cativa a platéia. Compositor de cunho erudito e pesquisador da música pianística e do Jazz. Considera-se principalmente um pianista de Jazz, embora seja capaz de executar com grande "performance" alguns dos estudos mais difíceis de Liszt e Chopin.

“A LUZ”

Dihelson estudou piano clássico com a eminente professora Diana Pierre em Crato/CE no início dos anos 80. Lá pelo terceiro mês de estudo, teve uma experiência mística, indício do que estaria por vir, descrita por ele mesmo como “A Luz” , onde sentiu-se tomado de um conhecimento inexistente até então, que o fez improvisar por horas seguidas com técnica assombrosa, fato este comprovado pela sua professora, que, ouvindo ao longe, julgou que havia mais alguém tocando na sua sala. “Minhas mãos agiam sem minha consciência, e tudo que eu conseguia imaginar era um turbilhão de notas musicais e idéias, que estavam profundamente harmonizadas, em sintonia com o cosmos”, afirma o músico.

Por volta de 1984, chegou a cursar a Universidade, no curso de Engenharia Eletrônica em Campina Grande, PB, mas, o seu amor pela música falou (isto é, tocou) mais alto, e Dihelson abandonou sua carreira de Engenheiro Eletrônico para se dedicar exclusivamente ao Piano, seu instrumento favorito. Foi nessa época que formou com o grande guitarrista Jocel Fechine, o seu primeiro grupo de Jazz, um sexteto, do qual participaram alguns dos maiores nomes do Jazz do nordeste: Jocel Fechine à guitarra, Fernando Rangel baixista ( músico renomado, integrante do grupo Contrabanda do Recife), Fernando trompete, Sérgio saxofonista, e o grande baterista Giovanni, ambos de Campina Grande/PB; Esse grupo foi a "sensação" do departamento de Artes DART da UFPB em Campina Grande em 1985/86 onde realizava seus concertos. Ainda por essa época, assombrou os alunos da Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa, ao se apresentar com o guitarrista Jocel Fechine num concerto-surpresa. Ainda em Campina Grande, estudou com diversos professores, dentre eles, o Prof. Otávio, que havia sido aluno do grande músico contemporâneo francês Pierre Boulez, considerado um dos pilares da música moderna do século XX.

À partir de 1986 , tornou-se autodidata, por achar que as universidades brasileiras não continham o estudo musical de que necessitava na época, o Jazz. Tratou logo de se seguir uma peregrinacão intensa por livros, discos, no qual foi auxiliado pelo grande aprecidador do Jazz, Inácio F. Teles, e toda espécie de material de pesquisa do Jazz e música contemporânea que persiste até os dias de hoje. Em 1986, firmou seu “Quartel-General” em Crato, sua terra natal, a quem se refere como “a minha Weimar” , parodiando o compositor Liszt, onde formou o primeiro grupo da região que se tem notícia, especialmente dedicado ao Jazz: O "Cariri Samba-Jazz Quartet" contando com os músicos: Francinée Ulisses no contrabaixo, Nivando Ulisses - Sax, Demontier Freitas - Bateria, e que foi motivo de entrevistas em diversos jornais cearenses. Após o "CSJQ", Dihelson Mendonca se concentrou em seu aperfeiçoamento musical, como professor de Piano, Harmonia de Jazz e improvisação na “Sociedade de Cultura artística de Crato” (SCAC), além de gravações em estúdio. No entanto, nunca interrompeu as suas apresentações para convidados seletos que apreciam o Jazz e a música clássica, ou em festivais, desde Manaus, a Porto Alegre, onde, por ocasião do Festival Nacional dos Economiários, participando como arranjador de uma música da autoria de Pachelly Jamacaru, contribuiu para o grupo ganhar o prêmio de melhor arranjo do festival. Ainda em Porto Alegre, tocou o seu piano na conceituada sala Tom Jobim, para um público seleto, que o aplaudiu veementemente, em louvores ao talento do jovem músico Jazzista cearense, então com 24 anos. Em 1989, apresentou-se em Fortaleza lado a lado com os excelentes músicos Brasileiros Gilson Peranzzetta, e Mauro Senise, que, assim como tantos outros, já lhe advertiram de que deveria deixar o Ceará o quanto antes e fazer vôos muito mais altos, coisa que sempre recusou. No início dos anos 90, Dihelson atuou na região de Crato-CE como diretor musical em diversos Festivais de música e Shows, dentre os quais, com Pachelly Jamacaru, João do Crato e Luis Carlos Salatiel, e trabalhou com músicos como Manel D'jardim - Baixista, Demontier Freitas - Bateria e o grande percussionista Jairo Starkey.

IINFLUÊNCIAS

Dihelson Mendonça diz que tudo lhe serve de influência, de Bach à Hermeto Pascoal, passando até pelos “Irmãos Aniceto”, mas, é inegável que se ouve em sua música um forte sotaque de Chopin, Liszt, Ernesto Nazareth e Hermeto Pascoal. Ainda devem ser mencionados como principais influências os músicos: Chick Corea, Bill Evans, Herbie Hancock, Keith Jarrett, Clare Fischer,  e Debussy, dentre muitos outros.

O ARRANJADOR

 À partir de 1986 começou a se dedicar ao trabalho de arranjador. Produziu e dirigiu o primeiro CD do também artista cratense Pachelly Jamacaru, em 1994. Foi o diretor musical de inúmeros shows locais, tais como o grande show "Soy Loco por Ti América Latina" de Luiz Carlos Salatiel, que teve grande impacto de público e de crítica sendo montado em algumas cidades, além de participar em vários outros shows.

 Em 1997 foi a Nova York, numa espécie de peregrinação musical, onde tratou de contactar grandes nomes do Jazz,  e chegou a fazer boa amizade com o grande pianista da República Dominicana, Michel Camilo, considerado o maior pianista de Latin-Jazz da atualidade, além de ter tido a oportunidade de contactar  o grande saxofonista Joe Henderson, e o legendário pianista de Jazz Mccoy Tyner, dentre outros. Ainda em 1997, formou um trio de Jazz com o baterista fortalezense Denilson Lopes, e o contrabaixista Jerônimo Neto.

Sempre aclamado pelos entusiastas do Jazz, Dihelson Mendonca é cadeira cativa nos "saraus" do renomado médico e também compositor cearense Haroldo Ribeiro, grande apreciador do Jazz, a quem considera seu único Irmão (não consanguíneo), e melhor Amigo. Dihelson Mendonca já integrou por diversas vezes grupos que se apresentaram no antigo projeto "BEC - Seis e Meia" em Fortaleza, bem como promoveu WorkShop de Piano-Jazz realizado na UECE em 1998. Em 1999, montou seu próprio estúdio de gravações profissionais no Cariri, o DMSTUDIO, que é ponto de referência nas gravações de teor cultural da região. Também como arranjador, trabalhou como diretor musical e arranjador do segundo CD do compositor Pachelly Jamacaru em 1999. No fim da década de 90 dividiu seu tempo entre as duas cidades: Crato e Fortaleza, onde tem passado a maior parte do tempo, e tocou ao lado dos grandes nomes do cenário musical local, como a cantora Fátima Santos, o grande Baterista Beto Batera, Ricardo Leite, Luciano franco, Ricardo Pontes, dentre muitos outros. Isso sem contar as grandes parceiras musicais com o grande compositor Haroldo Ribeiro.

GUARAMIRANGA & CIA

Participou por diversas vezes do  “FESTIVAL DE JAZZ & BLUES de GUARAMIRANGA”, muitas vezes com seu próprio grupo, do qual figuraram nomes como: Luizinho Duarte (baterista), David Batera “Alemão”, Ricardo Leite (baixista), Denilson Lopes, seja como integrante de grupos de diversos artistas locais de renome, tais como Márcio Resende (Sax), Luciano Franco (baixista, e compositor), e o guitarrista José Antonio. Também, no mesmo festival, tocou no show de Toninho Horta e Arismar do Espírito Santo, onde fez uma das mais aclamadas apresentações na história do festival. Em 2001/2002 Dihelson trabalhou em diversos projetos de CDs de outros artistas, inúmeras apresentações com os novos duetos com o saxofonista Márcio Resende, o grande bandolinista Carlinhos Patriolino, e o promissor saxofonista Felipe Oliveira, além de trabalhar em suas próprias composições e projetos.

Em 2003, entrou num processo de reclusão e pesquisa quase total, para se dedicar exclusivamente à composição e ao aperfeiçoamento pianístico. Adquiriu grande quantidade de partituras da literatura pianística universal e se dedicou à pesquisa, ao estudo, e à escrita musical.  Em setembro de 2003 realizou um grande projeto: voltou ao palco e se apresentou no CCBN (Centro cultural Banco do Nordeste) , em Fortaleza - CE, executando exclusivamente obras de FREDERIC CHOPIN. No Ano Anterior, havia se apresentado no mesmo local, com um tributo ao gênio Hermeto Pascoal, e ainda no mesmo local, em Setembro de 2004 fez grande apresentação com seu "Tributo à BILL EVANS", apresentando os grandes "hits" do grande gênio do Jazz Piano. Ainda em Fevereiro de 2004 se Apresentou pela 5a vez no Festival de Jazz de Guaramiranga, desta feita com uma superbanda em "Tributo à Chick Corea". Ganhou o prêmio Nelson's em 2003 de Melhor Tecladista do Ano!

Dihelson tem por um dos seus hobbys a poesia, e está escrevendo também um livro sobre a sua visão da música e da arte pianística: O PIANO – Eu, e meu outro Eu.

O COMPOSITOR

Como compositor, Dihelson Mendonca é bastante eclético, mas, acima de tudo, muito exigente quanto a qualidade de qualquer obra. Na sua visão: "Muitas criações excepcionalmente belas já foram feitas por grandes mentes muito antes de nós existirmos e mesmo Atualmente. É preciso a qualquer artista que se preze, não POLUIR o espectro musical com Sons e obras que poderiam ser traduzidas por Lixo sonoro apenas pela mera vaidade de compor em quantidade, e totalmente desnecessárias, que em nada contribuem para o todo da música. Compor é um ato que exige acima de tudo inspiração e dedicação. De nada adianta compor por compor, escrever algo no papel para se achar compositor! Compor sem inspiração e ALMA, é um profundo desrespeito à Música, e àqueles que a tratam de maneira séria.Não é tudo que ouvimos por aí e que se põe num papel que pode ser considerado música de verdade, seja em qualquer área da música!". Dihelson possui pouco mais de 80 composições no total atualmente, predominantemente Jazzísticas e de caráter popular (Choros, Bossas, Baiões, Frevos, Jazz ballads, Jazz...), mas, atualmente se dedica ao campo "erudito" do piano Solo e duetos, tendo já composto algumas peças nesse sentido, que vão desde estudos, prelúdios, valsas, choros, e peças de caráter improvisatório. Neste específico setor, suas influências principais são: Bach, Bartok, Liszt, Stravinsky, Beethoven, Chopin, Scriabin e Debussy. Também tem se dedicado a um enorme projeto chamado "Projeto Chopin", já em andamento , que consiste numa série de concertos apresentando diversas das principais peças do compositor polonês juntamente com suas próprias composições  e “paráfrases” sobre algumas destas composições de Chopin, ao final da qual, pretende registrar em CD; Nas suas próprias palavras, “Sou pianista de Jazz por opção, mas, um músico erudito de coração e formação, e creio que os dois estilos na minha visão musical, se complementam. Um músico nunca será completo sem conhecer e compreender as raízes da música e as suas vertentes”. Lista de Composições

O PRIMEIRO CD SOLO:

Após ter gravado inúmeros CDs de outros artistas, como o recente "Luciano Franco", em 2004, que pode ser ouvido neste site, no setor de mídias, Dihelson Mendonça está gravando finalmente o seu primeiro CD SOLO, que se constitui basicamente de composições suas e de parcerias com Haroldo Ribeiro. O CD é esperado para 2007.

 

 

        

                                             REFERÊNCIAS:

“O Dihelson, é um “cabra danado”, improvisa pra “danar”, é o repentista dos Teclados!”

                                                                     Hermeto Pascoal  

“O Dihelson Mendonça está entre os 5 melhores pianistas do Brasil. Sou seu fã.”

                                                                     Vinícius Dorin – Saxofonista. Hermeto pascoal

“Ele (Dihelson) , está pronto pra tocar em qualquer lugar do Mundo!! 

                                                                     Wilson Curia – Pianista e Prof. Música.

“Um dos maiores músicos do mundo”

                                                                     Cleivan Paiva

“Um dos maiores músicos com quem já toquei”

                                                                     Márcio Resende - Saxofonista

“Toca legal pra caramba!”

                                                                      Arismar do Espírito Santo – Músico.

“Ele toca Jazz como os nativos tocam...”

                                                                      Edison Távora - Tecladista

“O maior músico do Ceará”

                                                                      Haroldo Ribeiro - Compositor

“Ouvir Dihelson Mendonça é ouvir  a essência da música”

                                                                       Wladislau Pontes - Tecladista

                                   

                                          REPERTÓRIOS:

 REPERTÓRIO DE CONCERTO

Algumas peças do repertório de concerto de Dihelson Mendonca:

Frederic Chopin:

01 – Mazurca Op.  17 No. 4

02 -  Noturno Op 9 No 1

03 -  Noturno Op 9 No 2

04 -  Noturno Op 15 No. 2

05 -  Polonaise Op. 26 No 1

06 -  Prelude in C minor

07 -  Valse Op. 64 No. 2

08 -  Estudo Op. 10  No. 12 “Revolucionário”

09 -  Polonaise Op. 53 “Heróica”

10 -  Fantasie-Impromptu Op. 66

11 - Polonaise Op 26 # 2

12 - Polonaise Op 40 # 2

13 - Estudo Op 10 # 4

14 - Estudo Op 10 # 1

15 - Scherzo Op 31 in Bb

16 - Balade Op 23 em G minor

 Dihelson Mendonça:

01 -  5 Improvisos sobre um Prelúdio de Chopin – Dihelson Mendonça. (executados em público  pela primeira vez no CCBN em setembro - 2003)

02  -  Chorando em Dó Menor  - Dihelson Mendonça.

03 -  Choro transcendental No. 1 – Dihelson Mendonça

REPERTÓRIO DE JAZZ e MÚSICA POPULAR BRASILEIRA:

Jazz Standards, Realbook ( I a IV ), Jazz FakeBook , e os grandes hits da bossa-nova e da MPB em geral.

 

 

 Retornar à página principal

           Atualizado em 20/12/2006 - All Rights Reserved